Quarta-feira, 16 de Agosto de 2006

A pressa de ser

E nada acontece
O dia desaparece
Até que anoitece
E tudo entristece
O vadio enlouquece
O rico estremece
O pobre quermesse
A mulher entontece
 
Faz falta comida
Dureza sumida
Moleza erguida
Hombreza cumprida
 
Respiram com “ais”
Tombam como pardais
Por entre os palhais
Lençol não há mais
 
Cumprido o dever
Virado o ser
Há outro viver
Que ele quer ter
 
Pensa como é bom
Um dia não ser
Como hoje foi;
Resta adormecer.
 
 
© Augusto Brilhante Ribeiro
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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 22:23
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