Sábado, 21 de Outubro de 2006

A prece

Quando você se calou...
Ai quando você se calou...
Dei conta que te perdi
Meu coração se ensombrou.
 
Fui colher aquelas flores...
as que plantaste no teu canto.
Nelas deixei minhas lágrimas,
lágrimas que são o meu pranto.
 
Escrevi-te palavras ternas
nas flores que te entreguei.
Fiz questão de as beijar
e foi a ti que te beijei
 
Meu anjo, quero estar contigo,
mas não respondes à chamada.
Nunca mais soube de ti. Que maldade!
Meu amor fala comigo!
 
Meu amor quero-te amar,
já não sei viver sem ti.
Diz-me que eu vou para aí
mesmo com tanto, tanto mar.
 
À noite sem o pudor
procuro outra qualquer
para dar o meu querer,
mas penso em ti, meu amor.
 
Perdoa-me pelo mal que te fiz
Dá-me o teu perdão, te peço
Sinto que não te pertenço,
mas deixa-me ser eu o juiz:
 
Ficará ordenado em sentença
que seremos sempre unidos
amigos amantes como outrora
e que eu seja tua pertença.
 
Esta é a minha vontade:
ficarás comigo pra sempre.
Não mais duvidarei de ti
e assim será eternamente.
Minha amiga, meu amor
Dá-me os saudosos afagos...
os anjos e a tua bondade
e um sorriso a sobrepor.
Dá-me isso tudo, por favor…
 
 
© Augusto Brilhante Ribeiro
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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 02:00
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