Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

O castigo

 Na música que eu te canto

De amor cego que te embala
A melodia é o meu pranto
O acorde, tristeza que fala
 
Ah, como é grande o mar
Sentir como sinto a tua falta,
Carinho que perdi sem volta,
Amor que ficou sem amar
 
Esse mar que nos separa, castiga
A alma que me pena a vida
A falta da palavra, intriga
Tenho-te, mas estás perdida
 
Teu corpo acaricio em sonhos
Tua boca sacio com beijos
Adormeço em ti aconchegado
Acordo no feitiço de desejos 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
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