Sábado, 13 de Setembro de 2008

Um tempo de nada

Ela acabara de sair

Ele, prestes a entrar
Cruzaram olhares
O mundo parou…
Rosto caído
Amargurado
Perfume de mulher
Não havia nada
Ele sorriu-lhe
Ela sorriu…
Envergonhada
Baixaram os olhos
Aconteceu nada
No espaço sem tempo
Pintaram o amor
Que ele queria
Que ela desejava
Sem saber porquê…
Ela esperou
Ele bebeu
Por ali ficou
Depois saiu lesto
Bateu na vidraça
Ela saiu
Pulou-lhe nos braços
Ele beijou
Num tempo de nada
Em que nada acontece
Ela abraçou
Depois que acordaram
Não se eram nada
Ela saiu
Ele entrou
E o mundo parado

Parado ficou

© Augusto Brilhante Ribeiro

 

 

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 19:58
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