Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Palavras

Não foi na delicadeza das palavras

Que me viste como alguém que conheceste

Não foi com a delicadeza que pretendi
Recuperar a alegria que já tiveste
As sementes que te lancei ao vento
Nunca tiveram abundância de flores
Nem frutos perfumando teus passeios
Foram sempre as palavras que te disse

Foram sempre palavras que nunca ouviste
Noutros tempos em tempo de devaneios

© Augusto Brilhante Ribeiro

 

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:30
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