Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Hino a finado

O tempo é curto

Já não sinto nada
Fiquei-me de luto
Perdi minha amada
 
O tempo escasseia
Formigam-me os pés
Sem sangue na veia
Já não sei quem és
 
Sorriso malvado
Guardas com desdém
De cara para o lado
Já não sou ninguém
 
Encurta-me o tempo
Com tempo de sobra
Melhor, num repente
Morrer era obra

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 19:55
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