Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

O Tempo

No tempo em que o tempo sobrava

Encontrei a minha amada
No tempo em que nada havia
Além do tempo que amava
 
Foi o tempo que me ensinou
Na tristeza e na alegria
Que ao tempo se deve dar
Tempo que baste a sobrar
 
Perdido no tempo que tinha
Perdido nessa imensidão
Deixei que o tempo levasse
O meu amor sem perdão
 
No tempo que o vento faz
O vento traz a tristeza
O vento leva a saudade
Do tempo que foi sobrado
 
Se o vento parar no tempo
Faz como manda o vento
Manda saudades do tempo
Agora que só há lamento

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 18:20
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