Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Recordo

Teus braços como gavinhas

Teu corpo que serpenteia

Teu rosto macio, sedoso

Meu corpo no teu semeia

 

Sussurros de palavras doces

Promessas de amor eterno

Até que o sonho não finde

Que o dia já é de inverno

 

Na primavera da vida

Tive-te no verde campo

Teus olhos humedeceram

Ficaram com mais encanto

 

Depois, no cair da tarde

Nasce uma chama que arde

Rubis, papoilas abertas

À noite que me entontece

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
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