Terça-feira, 15 de Junho de 2010

A graça da Engrácia

Descia a calçada

De ombro desnudo

A saia subida

Que nada tapava

 

Cabeça erguida

Peito empinado

Olhar fugidio

Descia a calçada

 

Ai que boa que és…

Comia-te toda…

Que bocas foleiras

Da homenzarrada

 

Seguiu indiferente

Descendo a calçada

Encolheu os ombros

Já tem um cliente

 

Atira-lhe beijos

Sacode os cabelos

Abre-lhe o corpo

Sacia desejos

 

Que linda que estava

Que grande postura

Vai longe a putéfia

Dissera a velhada 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
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