Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Anoiteceu

Cabeça pendente

Braços caídos

Olhar ausente

Diz que não sente

O corpo que traz

A força que faz

Tropeça e não cai

Ouve-se um “Ui”

Por pouco caía

Por pouco que cai

Por muito caiu

E nem disse “Ai”

 

Dois braços seguram

Um corpo que é mole

Um corpo matado

Um dono que é morto

Por ser mal-amado 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
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