Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

Indiferença

Ser indiferente

Na alegria ou na sorte

No porte

Ou na sentença da morte

 

Ser indiferente

Vivendo como a escória

Sem glória

No tempo eterno da memória

 

Ser indiferente

No mundo de tantos iguais

Como pardais

Sem conhecer o que há mais

 

Ser indiferente

É o que resta, baixar a testa

E já não presta

Porque indiferente é ser obediente

Eternamente

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
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