Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

Só, no bar

De olhos abertos

Espanto de boca

Olhei-a de fome

Parei de beber

 

Sorriso de aviso

Fiquei a pensar

No gesto matreiro

Que ela me fez

 

Torci-me de lado

Para melhor ver

O passo apressado

Quase a correr

 

Disse-lhe baixinho

“Comia-te toda”

Mentira! E foi indo

“Dou-te uma foda”

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
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