Domingo, 1 de Maio de 2011

Nó cego

Foi um dia de Primavera

Havia luz no firmamento

Nasceu vento que estivera

Adormecido no tempo

 

Nessa areia ainda quente

Onde o mar se espreguiçou

Ficou corpo, alma presente

Fogo bravo que me atiçou

 

Um ténue sabor da pele

Um cheiro doce de uma flor

Como é teu não me repele

Por lá ficou nosso amor

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
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