Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

Mulher, mãe

Uma voz que a chama

Um sinal que lhe perdoa

Um olhar que a prende

A fala que atordoa

 

Um ser que acaba de ser

Que ainda não tem alma

Traz um sorriso na mãe

Num dia de muita calma

 

O Outono logo vem

O Inverno está a chegar

A Primavera rebenta

P’ra começar a chorar

 

Dois braços que a seguram

Quatro que a sustentam

Depressa se faz mulher

E nela outras rebentam

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
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