Terça-feira, 1 de Maio de 2012

O recado

O recado que me mandaste

Li-o com muita atenção

Fiquei triste com o que disseste

Zangado, pois não perdoaste

Fizeste-o com intenção

 

Deixaste-me sem te ver

Sem permissão, abandonado

Um farrapo, mal tratado

Depois de tanto perdão

 

As cartas que te escrevi

Levou-as soprado vento

Contava-te o meu tormento

Porque nunca mais te vi

 

Deu-me uma saudade imensa

Do tempo que te queria ter.

Agora com a tua indiferença

Já não sei mais que fazer

 

Uma noite chorei e bebi,

Mas depois de acordar

Senti que podia amar

Outra mulher sem ti

© Augusto Brilhante Ribeiro

 

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 00:00
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