Domingo, 1 de Janeiro de 2012

Pouco importa

O teu ciúme agonia-me

Perco vontade de viver

Sabendo que pensas em ti

Estando eu prestes a morrer

 

Tão louco foi esse amor

De profundo enternecer

Como ousaste criar dúvida?

Dizer fui; sem nunca o ser

 

A penumbra da agonia

Que o tempo já não me cobra

O consentimento da vida

Pouco importa se já sobra

 

Quadras que rimam sem nexo

Palavras de pouco sentido

Frases soltas que se perdem

Na memória de não ter sido

 

A incerteza nos dias

Angústia, fúria talvez

Tudo fizeste na vida

Para acabar de vez

 

Vem, lua nova vem

Apaga a luz que me resta

Traz-me o amor de além

Que este, já vi, não presta

© Augusto Brilhante Ribeiro

 

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 00:00
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