Domingo, 15 de Dezembro de 2013

Atrás da janela

Por detrás de uma vidraça

Esconde o corpo que tem

Nunca lhe soube a graça

Não lhe conhece a fala

Mas ama-a como ninguém

 

É isso que o faz sofrer

Tê-la perto da janela

Quase lhe poder tocar

Sem nunca o poder fazer

 

Imaginar o corpo dela

Os olhos que ela tem

Imaginar sua boca

O que é tão bonito nela

 

Afinal quem será ela

Que se esconde com palavras

Escritas com a candura

Que o deixa em desespero

Por haver tanta ternura  

© Augusto Brilhante Ribeiro

 

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 00:00
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