Terça-feira, 15 de Julho de 2014

Alentejo

Para além do Tejo

Fica a planura, o castanho

O amarelo e a verdura

Os montes de pouco tamanho

 

Tem gente que come sopa

De pão coentros e alho

Semeia cânticos duros

No compasso do trabalho

 

Reservada na ternura

Abre os braços com postura

Abriga a sede e a fome

Descansa, mas nunca dorme

© Augusto Brilhante Ribeiro

 

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 00:00
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