Domingo, 15 de Novembro de 2015

Apagou-se

- O que foi que me disseste?

- Que a vida se faz com trabalho.

- E a morte, de que se faz?

- És tolo. Perguntas coisas sem sentido. É preciso resignação.

- Para quê? É para ganhares o pão?

- Porque é que só falas? Melhor fora que fizesses.

- E faço. Faço a pensar, porque pensar é trabalho e causa dor no coração.

 

O final da corrida aproxima-se.

O cavalo respira ofegante.

As forças estão prestes a acabar.

O olhar turvo é marcante.

Está prestes a terminar.

É a meta, é o fim de tudo.

Chegou ao destino.

Repousa em sossego como um menino.

Adormece para sempre.

© Augusto Brilhante Ribeiro

publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 00:00
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