Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

Um bronze de verão

Tanto mar, tanta luz, tanto sol

Vento que sopra, areia que voa

Pó que cega, pele que seca

Pensamento erguido

Passos esquecidos

O ser é saber do pulsar perdido

Tanto para dar

Mais que recebido

Estende a toalha

Deitada para o chão

Não é desistência

Faz dela um colchão

Tosta de um lado

Do outro também

Na cama que é rasa

Que é de ninguém

Fica com a pele

Parece uma brasa

O suor que sobra

Dissolve-se na água

Que fica salgada

Mais do que tem

Regressa outra vez

Besunta-lhe o corpo

Sem flacidez

Terminado o dia

A noite agitada

Na embriaguez

Da lua que é cheia

Que espera outra vez

© Augusto Brilhante Ribeiro

publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 00:00
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