Segunda-feira, 1 de Junho de 2015

Uma morte enamorada

Subia sozinha a calçada,

Olhar vago, pés que não sente.

 

Degraus contados, meia viagem

Ouviu crianças que brincavam,

Passou travessas e becos,

Sorveu perfumes, cores garridas,

Contrastes nas portas, janelas.

 

Deu bons dias, alguém nelas,

Sorrisos da vizinhança.

 

Falaram do que sabiam

Enlace de pouca esperança.

 

Adivinhava aventuras,

Subiu sozinha a calçada.

 

No tempo que o sol contara,

No dever que a esperava,

A lua tramou-lhe as voltas,

Subiu sozinha a calçada.

 

Desfez-se o tempo de vida

Na pergunta que lhe fez

Do ciúme recalcado

Desceu a calçada de vez.

 © Augusto Brilhante Ribeiro

publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 00:00
link do post | comentar | favorito

pesquisar

 

arquivos

Alguém

Apagou-se

Algemas

Um-doi-erdo-eito

Encontro anulado

Resposta ao refrão:

Relatório

A minha casinha

Novelo

Dor de parto

Um susto

Hora do desejo

Uma morte enamorada

Pétala de amor

O tempo que lhe restava

Chegou ao fim

Um bronze de verão

Foi como quiseste

Ai se eu pudesse

Epitáfio

Vi-te assim

Justificações

Sem tempo

Retrospetiva

A razão

Velhice

Provocações

Em coma

Alentejo

Dia de vento

Fui enganado

Extorquido

Rosas sem cor

Néctar

Longe de ti

Bem-vinda

Fingi que te amava

Basta!

No velho sobreiro

Metáfora do meu ser

Como gosto de ti

Não te vi

Atrás da janela

Desilusão

Mente vazia

Padrões

Minha vida

Pra vóvó

Abraça-me!

No regresso

Música Clássica
Previsão do tempo