Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

O sonho

O sonho que teve

Com ela a seu lado

Despertou-lhe o interesse

Por lhe ter tocado

 

Brincou com umbigo

Deu-lhe um afago

Sugou-lhe o mamilo

Mordeu-lhe um bocado

 

Prendeu-lhe uma mão

Puxou p'ra seu lado

Abrindo-lhe as coxas

Beijou com cuidado

 

Rebolou por cima

Ouviu um zumbido

Rebolou por baixo

Beijou-lhe o ouvido

 

Tocou a sineta

À hora marcada

Acabou-se o sonho

Afinal era nada

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

O despertar

O relógio da natureza

Desperta a vontade de querer

Quando se desponta a flor

Que te quer ver e ter

Não basta que haja vontade

Nem que o caminho se abra

Num ápice e sem pudor

É preciso que te abras

De copo e alma sem rodeios

É preciso que te dês

Com carinho e muito amor

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

Labuta

Franjas cinzentas

Horizonte perdido

Quebrado pelo monte

Que o deixa ferido

O sol aparece

Desperta a passarada

Os sonhos se quedam

Sem luta desejada

Ouvem-se os ossos

Um a um que estalem

Os dias começam

Que depressa acabem

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010

Olhos nos olhos

Olhos nos olhos; quase perguntaste

Mas como sempre, sempre falhaste

Olhos nos olhos; corpo presente

Olhar distante com alma ausente

Foi assim mesmo, nunca falaste

Nem um só gesto modificaste

Olhos nos olhos; mas não me viste

Corpo encostado que não sentiste

Procuro nos traços do teu desenho

Traços marcados que são o desejo

De corpo e alma ver-te por dentro

Sentir-te por fora quando te beijo

Olhos nos olhos; quero a resposta

Onde estás tu quando te tenho?

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Desejos

Na casa de pedra

Varanda forrada

O sol de poente

E a luz torrada

 

Vi-te de perfil

Na ala encostada

Cabelos em fios

O vento soprava

 

Trazia perfumes

Que eu desejava

Falámos de nós

Falámos de nada

 

Do corpo que tinhas

Que me torturava

Não deste o que queria

Quase te matava

 

Apalpos e beijos

Não houve mais nada

Ficaram desejos

A noite chegava

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

Só, no bar

De olhos abertos

Espanto de boca

Olhei-a de fome

Parei de beber

 

Sorriso de aviso

Fiquei a pensar

No gesto matreiro

Que ela me fez

 

Torci-me de lado

Para melhor ver

O passo apressado

Quase a correr

 

Disse-lhe baixinho

“Comia-te toda”

Mentira! E foi indo

“Dou-te uma foda”

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Domingo, 15 de Agosto de 2010

Somente só

Nunca mais soube de ti

Nem de ti nem de ninguém

Perdi-me na multidão

Encontrei a solidão

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Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Indeciso

Ao indeciso

Falta-lhe tudo

Falta-lhe o guiso

Pancada nas costas

Falta-lhe a brisa

O vento que sopra

É agora que saltas

Larga as amarras

Volta ao início

Começa de novo

Morre que é tempo

Fica entalado

Ficaste de bruços

Desde há bocado

Nada de "crawl"

Vegetas na terra

Que nem caracol

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

Indiferença

Ser indiferente

Na alegria ou na sorte

No porte

Ou na sentença da morte

 

Ser indiferente

Vivendo como a escória

Sem glória

No tempo eterno da memória

 

Ser indiferente

No mundo de tantos iguais

Como pardais

Sem conhecer o que há mais

 

Ser indiferente

É o que resta, baixar a testa

E já não presta

Porque indiferente é ser obediente

Eternamente

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Anoiteceu

Cabeça pendente

Braços caídos

Olhar ausente

Diz que não sente

O corpo que traz

A força que faz

Tropeça e não cai

Ouve-se um “Ui”

Por pouco caía

Por pouco que cai

Por muito caiu

E nem disse “Ai”

 

Dois braços seguram

Um corpo que é mole

Um corpo matado

Um dono que é morto

Por ser mal-amado 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

A graça da Engrácia

Descia a calçada

De ombro desnudo

A saia subida

Que nada tapava

 

Cabeça erguida

Peito empinado

Olhar fugidio

Descia a calçada

 

Ai que boa que és…

Comia-te toda…

Que bocas foleiras

Da homenzarrada

 

Seguiu indiferente

Descendo a calçada

Encolheu os ombros

Já tem um cliente

 

Atira-lhe beijos

Sacode os cabelos

Abre-lhe o corpo

Sacia desejos

 

Que linda que estava

Que grande postura

Vai longe a putéfia

Dissera a velhada 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Domingo, 30 de Maio de 2010

A Linha

Gerou-se uma linha

Que em breve cresceu

Enquanto se alinha

Já que se obrigava

Alinhando sofreu

 

Sem medo que parta

A linha sem graça

Ficou sem a linha

Sem sombra de linha

A linha que tinha

 

Que fina era a linha

Que se desgastava

A linha que foi

A quem se encostou

Que agora não sabe

Da linha que amou 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sábado, 15 de Maio de 2010

A semente

A semente que me deixaste

Reguei-a com todo o carinho
Brotaram folhas e ramos
Como quem faz um ninho
 
Emaranhadas pelo tempo
Assim os anos passaram
Vieram ainda mais ramos
E as flores desabrocharam
 
Com belas cores e perfumes
Insectos as cortejaram
Colheram seu doce néctar

E mais sementes vieram

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

O canto do galo

Um galo que sempre canta:

Porque canta? A quem canta?
Já o vi livre, já o vi preso.
Sempre canta… Porque canta?
 
Deste lugar solitário
Quero cantar também
Onde as grades que me prendem
Amordaçam o meu canto

Que as minhas palavras têm

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Um ano passado

Um ano corrido

Sem nada pra ver
Um ano findado
Sem nunca te ter
Falaste comigo
Disseste-me: Amigo…
Depois que te disse:
Não te vou esquecer
Desejo-te ter,
E muito te amar
Depois fiquei só
E na taça peguei
Com ela brindei
Um ano passado
Sempre a imaginar
Contigo a meu lado
No fim dos festejos
Por culpa de alguém
Que amigo não sei
Fiquei a chorar

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Terça-feira, 30 de Março de 2010

Que destino o meu

No leito que não tem jeito

Obrigam-me a repousar
Sinto que o tempo se esgota
Que o perco na presença
Da tristeza de quem se esforça
Sorrindo para não chorar
 
Nos dias que vão e voltam
Peço que no tempo volte
A alegria que me foge
O amor que não quer voltar

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Segunda-feira, 15 de Março de 2010

Abandono

Viraste-me um dia o rosto

Quando eu passei por ti
Quiseste que eu te visse
Que sofresse o que sofri
 
Amargurado da vida
Da vida que não vivi…
Contigo ela foi vivida
Essa vida que perdi
 
Jamais poderei voltar
Jamais te quero a meu lado
Nunca mais voltarei a dar
Tudo o que te tenho dado

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

A nuvem

A nuvem que agora passa

Deixa marcas de saudade…
Lembro-me daquele tempo
Que disseste que me amavas.
 
Logo que a chuva veio
Foi quando te vi perder
Por entre as águas revoltas
Num rio que vi nascer
 
Clamo de dia e de noite
Pelo amor que já perdi
Por ti clamo o dia inteiro
Sentindo o que não senti

© Augusto Brilhante Ribeiro

 

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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

A loucura

Disseste-me um dia que a loucura me invade.

Disseste-me porque não sabes como a amo.
É como uma tempestade que enfurece
Que não se vê, mas que aparece.
É em transe de louco que a quero
Que a desejo, que a beijo e que a aperto
Até que a paz e o corpo nos amoleça
E nos deixe como no deserto.
Sou maluco por uma coisa que não posso ter
Nem ver, nem querer, nem falar, mas sim amar.
Quero vê-la, imaginá-la enquanto estou a pensar
Amar em silêncio, falar em pensamento
Querê-la para dentro e não mais a soltar.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Solta-me

Solta-me os sonhos que tenho

Das amarras que são tuas
Liberta o amor que me tens
Dá-lhe rédeas para me amar
Tira a trela e o açaime
Vamos correr pela areia
Fazer amor pelo mar.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Recordo

Teus braços como gavinhas

Teu corpo que serpenteia

Teu rosto macio, sedoso

Meu corpo no teu semeia

 

Sussurros de palavras doces

Promessas de amor eterno

Até que o sonho não finde

Que o dia já é de inverno

 

Na primavera da vida

Tive-te no verde campo

Teus olhos humedeceram

Ficaram com mais encanto

 

Depois, no cair da tarde

Nasce uma chama que arde

Rubis, papoilas abertas

À noite que me entontece

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Morro de saudade

Depois de me empanturrar com tanta comida e doces

Depois de me carregares com tantas prendas
Depois de tudo isto e mais que não me lembro
Depois de me sentir feliz com tantas dádivas,
De tantas felicidades e tantas prosperidades
Depois de tudo isso que me deste nesta época festiva
Só me resta agradecer-te e dizer o quanto és especial para mim.
Depois dos consolos carnais já poderei morrer
E um rèquiem me acompanhará até à sepultura.
Aí, a minha alma terá a paz que o meu corpo não teve.
Lá, ficará escrito em epitáfio "Estou morto de saudade".
De saudade dos meus amigos, mas principalmente de ti.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

A tua imagem

O teu sorriso não é mais

Do que um esboço batido
Na pintura que te faço
Nos traços que dormem comigo
 
Todos os dias com ternura
Fico à espera do teu abraço
Que me beijes com loucura
Quando na tela eu passo
 
Teus olhos já não me vêem
Beijar teus lábios, sustenho
No amor eles não crêem

Que ainda tanto te tenho

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Pedido

Ó vento que sopras alto

Traz contigo companhia
Nuvens negras, chuva fresca
Que regue as terras secas
Onde sementes esperam
Verdejar as planícies
Encher os olhos de flores
Trazer a frescura do tempo
Sussurros de verdes folhas
Encanto dos meus amores

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Domingo, 15 de Novembro de 2009

E tudo acabou

Como se mais nada houvesse

Foi assim que disseste
Que tudo acabasse
E tudo acabou
Porque quis que soubesses
Que soube de ti
Foi assim que deixaste
Que tudo acabasse
E tudo acabou
Porque assim o quiseste
Deixei de falar, ouvir e de ver
Deixei de te ter
E tudo acabou
Perdi a saudade
O amor que me deste
A ilusão de te ter
E tudo acabou

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Tristeza

Ao invés de ti

Que louco não sou
Os amigos perdi.
Não enlouqueci.
Deram-me a sentença
Não ter a presença
Nem sequer amar.
Que fim este...
Que é meu sem o querer
Que tristeza...
Deixar este mundo
Porque vou morrer
Sem nada levar.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Recordações

Enquanto passava o tempo

Mais tempo eu recordava
Que ao tempo já se falava
No tempo em que ela andava
De amores por entre as flores
Que ele sempre mandava
 
Era porque lhe sorria
Era porque vinha formosa
Também porque lhe abriu
Seu coração que era meu

Dizendo-lhe que era amorosa

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Disfarce

Sorrisos amargos

Por entre branduras
Disfarces que fazes
Nas tuas ternuras
São golpes de amor
Que dizes que fazes
 
Que fazes à noite
De tarde também
Porque já não sabes
Que nome ele tem
 
Não importa o nome
Nem mesmo quem é
Para quê saber?
Para quê sonhar?
Não te vale querer
Já que vais chorar

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Sombras do passado

Homens carentes de amor
Marinheiros esfomeados
Aguardam a tua chegada
Para beber, apressados
O néctar da tua flor.

 

Largas sementes de amor
Que as espalhas de par em par
Regando-as com sangue vindo,
Sugado do teu coração
Ardendo em pura paixão.
 
Ó ninfa cheia de encantos
Ó musa de inspiração
Que entontece com prantos
Qual sereia da perdição.
 
Por que espalhas o teu amor
Neste palco de luta e dor?
Queres-me aqui para confronto?
Queres vencer o "Adamastor"?

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Pedidos

Acorda!

Vem sentir o vento que sopra
Cheirar o cheiro do mar
Sentir salpicos salgados
Molhar os pés, refrescar
 
Levanta-te!
Vem sentir o sol a queimar
No rosto, no corpo, bronzear.
Vem pela areia rebolar
Sentir as ondas do mar
 
Vem!
Vem pela areia molhada
Correr, passear de mão dada
Sentir nosso corpo arfar
Na emoção de namorar
 
Liberta-te!
Vem conhecer o amor
Que tanto te quero dar
Nas dunas de areia quente

Que nos andam a chamar

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sábado, 15 de Agosto de 2009

A dúvida

Se eu fosse um adivinho
Certamente sem o tino
Deixaria que acontecesse…
Meu amor como te amo…
 
Se eu pudesse descobrir
Que nunca irias fingir
Faria que acontecesse…
Meu amor, como te amo…
 
Sei que dirás: - é devaneio
Se não, largaria o receio
Fosse o que acontecesse…
Meu amor, como te amo…
 
Por teus lábios desejados
Nos breves beijos tocados
Digo-te: - antes morresse…

Meu amor, como te amo…

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

O fim anunciado

O princípio do fim há muito que começou

Paixões que acabaram
Palavras que findaram
Olhos que cegaram
Corpos que se afastaram
Sonhos que não sonharam…
 
Até que do tudo,
Que era tudo menos nada,
Nada ficou.
 
Hoje foi mais um dia
Que ao fim se juntou…
Sem que nada houvesse
Vieste para dizer: Acabou!

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Lembrei-me de ti

Meu amor,

Hoje lembrei-me de ti.
Talvez porque estou doente e isso me faz lembrar que as tuas mãos me dariam as carícias de que tanto anseio.
Hoje lembrei-me de ti.
Nos meus sonhos e devaneios próprios de uma cabeça febril.
Hoje lembrei-me de ti.
De como seria bom sentir a pele do teu rosto.
Hoje lembrei-me de ti.
Porque imaginei os beijos que nunca demos.
Hoje lembrei-me de ti.
Porque o amor despertou em mim depois de tanto tempo abandonado.
Hoje lembrei-me de ti.
Porque o sono que se me apodera faz-me apetecer deitar-me no teu colo.
Hoje lembrei-me de ti.
E pensar como seria bom não acordar depois de adormecer a pensar em ti

Meu amor… Hoje lembrei-me de ti.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Talvez

De frente

E de vez
Olhos nos olhos
Disseste-me…
Talvez…
 
O que sentes
O que sentiste uma vez
Que o amor
Que por mim tiveste
Não foi sensatez?
 
Será que quiseste
Tudo deixar
No amor
Que não te levou a amar
Por amar?
 
Olhos nos olhos
De frente
E de vez
Será que algum dia
Voltarás a dizer…

Talvez!

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

O Tempo

No tempo em que o tempo sobrava

Encontrei a minha amada
No tempo em que nada havia
Além do tempo que amava
 
Foi o tempo que me ensinou
Na tristeza e na alegria
Que ao tempo se deve dar
Tempo que baste a sobrar
 
Perdido no tempo que tinha
Perdido nessa imensidão
Deixei que o tempo levasse
O meu amor sem perdão
 
No tempo que o vento faz
O vento traz a tristeza
O vento leva a saudade
Do tempo que foi sobrado
 
Se o vento parar no tempo
Faz como manda o vento
Manda saudades do tempo
Agora que só há lamento

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Hino a finado

O tempo é curto

Já não sinto nada
Fiquei-me de luto
Perdi minha amada
 
O tempo escasseia
Formigam-me os pés
Sem sangue na veia
Já não sei quem és
 
Sorriso malvado
Guardas com desdém
De cara para o lado
Já não sou ninguém
 
Encurta-me o tempo
Com tempo de sobra
Melhor, num repente
Morrer era obra

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Erotismo

No íntimo do pensamento

Está presente uma aventura
Mergulhar-me no teu ventre
Descobrir o amor que tens
Que me faz de ti carente
Nas ternuras me deleito
Delícia de efémeros desejos
No teu corpo belo e perfeito
Sacio teu peito de beijos
Em sussurros ouço acordes:
“Meu amor faz-me carícias
Meu amor aperta forte
Encosta a tua boca e suga

Faz-me perder o Norte”

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Palavras

Não foi na delicadeza das palavras

Que me viste como alguém que conheceste

Não foi com a delicadeza que pretendi
Recuperar a alegria que já tiveste
As sementes que te lancei ao vento
Nunca tiveram abundância de flores
Nem frutos perfumando teus passeios
Foram sempre as palavras que te disse

Foram sempre palavras que nunca ouviste
Noutros tempos em tempo de devaneios

© Augusto Brilhante Ribeiro

 

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

O grito da metade

Tu ficaste e assim fiquei

A ver-te no mar ao luar
Que de longe ele vinha
Do lugar onde te tinha
 
A metade de ti era só
O grito que sempre ouvi
Que o silêncio perturbou
Até que tudo acabou
 
Não há metade sem outra
Nem gritos nem o silêncio
A nossa amizade era pouca
E além do mais era louca
 
Tu ficaste e assim fiquei
Esperando noites sem fim
Memórias e loucas paixões
Moribundas e vãs ilusões
 
Não há metade sem outra
Até que um dia ficou
Comigo outra amizade
Uma outra sem a metade

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Respondo-te que

 Para além do que disseste

Discordo que assim seja
O amor nem sempre julga
Julgando mais quem deseja
 
Ao amor nada se doa
Se soubermos perdoar e
É quando o amor nos dói
Que então sabemos amar
 
Por fim e determinante
Fica bem contigo assim
Que eu ficarei também
Longe de ti doravante

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

A Partida

 

Tu, que eras só ternura
Que ardias amor por fora
Que me queimavas por dentro
Porque partiste, mulher?
Escondida nas palavras
Dizes-me o que não quero
Falas-me de outro amor
Que outro já não espero
A fortuna do amante
Guardo-a na minha mão
Quanta tristeza eu sinto
Por te saber ausente
No meio da multidão
Hoje, solitário navegante
Sem rumo, sem empenho
Sem te ter mais a meu lado
Parto ao encontro de nada
Que nada é tudo o que tenho
Resto ainda e quero dizer
Que estou diferente
Sisudo, triste e ausente
Que penso e não me sei conter
De noite fico nostálgico
Durmo a pensar em ti
De manhã acordo cedo…
Não me sais do pensamento
Neste suspiro de vida
Nesta luta desigual
Cruel, injusta e sem sentido
Quero!
Pois claro que quero
Sentir e ouvir teu pranto
Quero que me perdoes
Por te ter amado tanto

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Insónias

Nas longas noites de insónia
Procuro e olho o teu retrato…
Meu amor, como era bom
Entre nós haver um pacto
 
Hoje encheste-me a alma
Com tanta imaginação…
Fiquei sem dizer palavra
Murmurei nossa Oração
 
A ti só te posso enviar
Estas palavras que sinto
Desejos de te abraçar
Um corpo frio que minto
 
Porque quiseste partir
Se havia tanto para dar?
Tanto amor adormecido
Tanta coisa pr’a contar
 
Que faço mais por aqui?
Ajuda-me, vem cá buscar
Esta alma que se perde
Perdendo-se por te amar

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

O desejo

Era cedo ainda te ouvia
Arfante no respirar
Era cedo, já eu saía
Sem saber quando voltar
 
Levava comigo a saudade
O amor que não te dera
P’ra noutro lugar deixar?
 
Dois braços abertos; esperança?
Um peito nu a despontar
Que me obrigou a voltar
 
Parei no tempo e olhei-te
Foi então que acordaste
Com vontade de me beijar
 
Sorri quando me chamaste
Querendo que o amor ficasse
Dentro de ti a chocar
 
Em teu corpo desnudado
Macio, belo, perfumado
Deixei-te marcas de paixão
 
Lutas de mim ardente
No regalo do teu ventre
Nas carícias do teu peito
 
Queria amar, amar, amar
Em tuas formas curvejar
Com sôfregos ais de ilusão
 
Restou-me ainda o ensejo
Nos afagos de teus lábios
Marcar o desejo dum beijo
Com vontade de voltar
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Mia

Mia minha, bela e doce

Que demos tanto o amor

E por amor me abandonaste
Por troca de outra vida
Que na vida me trocaste
 
Vou ter de te procurar,
Porque já não sei de ti…
Fugiste-me por entre os dedos
Como areia que se escapa
Perdi-te, já não sei a data.
 
Vou ter de te procurar…
Ai esta saudade que mata,
Lembrança de outros dias.
Do tempo em que o tempo gasta
Das palavras que me dizias.
 
Vou ter de te procurar…
Como morro, sem te ver,
Da falta que o amor me faz,
Dos teus murmúrios gemidos
No calor do nosso amor
Que deste e já não me dás.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Meu tormento

Foge o sentido das palavras

A luz que ilumina
Corpo que se curva
Pernas que fraquejam
Não há vontade de viver
Faltam palavras para escrever
Que dizer, que fazer
Se querendo nem há querer
As noites que são eternas
Não são para ter
Os dias de tormentos
Esquecer lamentos
Onde está?
Como está?
Não sabe o mar
Nem o vento saberá

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Volta !

Teus beijos foram encantos

Que jamais posso esquecer
Foram beijos que os guardo
Que recordo para sempre
Que quero voltar a ter
 
Tuas palavras tão meigas
Tuas carícias serão
E tua voz que não ouço
Aguardo-a com desespero
Como faminto por pão
 
Teu afago que anseio
Teu corpo que me aqueceu
Minha alma entristecida
Causa alegre que não veio
 
Volta! Suplico-te sem pudor
Dou-te a ternura que foi
Motivo para te amar

Volta para mim meu amor

 

 © Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Fazes-me falta

Já me faltam as palavras

A dor que sinto e os ais
Que já não suspiro por ti
Porque doeu demais.
 
Já me faltam pensamentos
Do que pensei a mais
Velhos lamentos ditados
Que eram eles os tais
 
Já me falta a inspiração
Estou decerto aqui a mais
Tenho dor no coração
Sinto que não me amais
 
Viver por viver sem mais
Vale morrer a pensar
Não, nem nunca jamais
Ter-te sem te poder amar
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Sonhos

 

Saber que te quero dar
Meus sonhos
Saber que não te posso dar
O meu amor
Fico a sonhar
Parado a escutar
Teus lábios que murmuram
Teus olhos a brilhar.
 
Pena que não sejam meus
Os braços que te abraçam
Os lábios que te beijam
O corpo que te aquece
Nos gestos que te enlouquece

© Augusto Brilhante Ribeiro

 
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Não me deixes

Meu amor

 

Diz que me amas
Em cada instante
Que te faço falta
Que te pertenço
Que sou teu
Que me entonteces
Que se morreres
Morres por mim
 
Meu amor
Quero-te tanto
Que a própria vida em ti sustento

Porque te tenho em pensamento

 © Augusto Brilhante Ribeiro

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Sábado, 15 de Novembro de 2008

Reflexão

Soberbo…

Erguido, destemido
Enfrenta a fúria
Lamentos da incúria
Perdido de amores
Sonhador…
Tristeza da incerteza
Do seu amor
Que foi e não é
Melhor que fora o que não foi
Carrasco…
Cabeça despedaçada
Perdera em luta inglória
O seu amor

A sua amada

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Esse amor

 

Quando o amor é grande

Se é verdadeiro ama-se e

Sofre-se sem sentir a dor
É esse amor, meu amor

Esse amor
Que me amordaça
Que me faz sentir criança
Que me tira a esperança
Esse amor idolatrado
Que me coloca de lado

Por quê amor?
Porque tão só me deixou?
Porque me quer torturar?

Por quê amor?
Porque me quer abandonar?
Se tenho tanto para amar

Por quê amor?
Se já sofro
e sofrendo não sinto dor 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Perdi-te

Procurei-te dias e dias a fio

Sem nunca te poder encontrar

Adormeci só, sempre com frio
Sonhei que te estava a amar

 

 

 

O teu aroma já não perdura
Da maresia da tua concha
Da frescura que ainda dura
Do sabor de saber que é tua

 


Porquê? Para quê?
Levá-lo comigo
Tê-lo contigo
Cheirá-lo agora, amanhã, depois
O aroma que tens
Que eu quero e não vens

 

 © Augusto Brilhante Ribeiro

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Domingo, 19 de Outubro de 2008

Gaivota da ria

Minha gaivota amada

Que voas por essa ria
Abre as frondosas asas
Dança-me a dança do amor
Rodopia por entre as nuvens
Pousa na areia e aprecia
Ensina-me como devo amar
 
Por entre colinas e montes
Anseio teus doces carinhos
A tua ternura, os mimos
Nos escombros ao luar
 
Quero voar contigo
Quero ser o teu amigo
Quero o calor que preciso
Neste coração vadio
Que não sabe onde parar
 
Por entre a espuma do mar
Quero mergulhar mar adentro
Quero-me preso ao teu bico
E de lá não me soltar
 
Gaivota, querida amiga
Conta-me como têm sido
As aventuras que tens
Conta-me o que tens visto

Lá do alto sempre a voar

 © Augusto Brilhante Ribeiro

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Sábado, 13 de Setembro de 2008

Um tempo de nada

Ela acabara de sair

Ele, prestes a entrar
Cruzaram olhares
O mundo parou…
Rosto caído
Amargurado
Perfume de mulher
Não havia nada
Ele sorriu-lhe
Ela sorriu…
Envergonhada
Baixaram os olhos
Aconteceu nada
No espaço sem tempo
Pintaram o amor
Que ele queria
Que ela desejava
Sem saber porquê…
Ela esperou
Ele bebeu
Por ali ficou
Depois saiu lesto
Bateu na vidraça
Ela saiu
Pulou-lhe nos braços
Ele beijou
Num tempo de nada
Em que nada acontece
Ela abraçou
Depois que acordaram
Não se eram nada
Ela saiu
Ele entrou
E o mundo parado

Parado ficou

© Augusto Brilhante Ribeiro

 

 

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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Viver

Viver sem saber o que fazer

É sofrer por não te ver
É querer por te perder
E não te ter
 
Que o tempo que passou
Me deixa aquela saudade
Da ternura e amizade
Tão breve que me marcou
 
Hoje não posso deixar
De te dizer quanto quero
Quanto amor de ti espero
No teu corpo despejar
 
Nos teus lábios e no peito
À noite quando adormeço
O meu pró teu humedeço
E no teu colo me deleito 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Socorro!

Socorro!

Não estou sentindo nada.

 

Era assim que começava,

Mas deixou de o ser

Já não me lembro de nada

Porque o fiz desaparecer.

 

Agora fica mais belo,

O socorro que foi meu

Agora que vá pró Inferno

Que não seja meu nem teu

 

Posso dizer que já foi,

Que amo outras palavras

Não quero saber de ti

Posso dizer-te bem alto:

 

Saíste de mim

 

© Augusto Brilhante Ribeiro

 

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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

O castigo

 Na música que eu te canto

De amor cego que te embala
A melodia é o meu pranto
O acorde, tristeza que fala
 
Ah, como é grande o mar
Sentir como sinto a tua falta,
Carinho que perdi sem volta,
Amor que ficou sem amar
 
Esse mar que nos separa, castiga
A alma que me pena a vida
A falta da palavra, intriga
Tenho-te, mas estás perdida
 
Teu corpo acaricio em sonhos
Tua boca sacio com beijos
Adormeço em ti aconchegado
Acordo no feitiço de desejos 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Olhar o mar

Ah, como é triste olhar o mar

Ver-te nas ondas a rebentar
Sentir como sinto a tua falta
O carinho que perdi sem volta
O amor que ficou sem amar
 
Ah, como é triste olhar o mar
Este mar que nos faz separar
Que me traz doces recordações
Ao sentir o cheiro de paixões
Quando nos víamos ao luar
 
Ah, como é triste olhar o mar
Procurar e não te encontrar
Sentir que te sinto perdida
Amar-te, amar-te toda a vida
Querer ver-te e não te olhar
 
Ah, como é triste olhar o mar
Ficar ali para te encontrar
De dia, à noite nos escombros
Teu corpo acariciar em sonhos
Mergulhar em ti para te amar 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Só para ti

 Só... Simplesmente!

Deves saber.
Que não, não te morri.
Estou aqui, acolá, ali...
Só... Só para ti.
Simplesmente só.
Bela, singela... Quem?
Amo ela!
Só..!?
Tu também!?
Mais ninguém?
Ninguém mais... Só?
Porquê?
Só tu sabes amar assim... 

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Lembranças

Muito além de todas as lembranças...

Fico a pensar nas que já esqueci

Que me fizeste esquecer

Não por querer

Mas que não as querias ter

Porque te vi

Quase senti

A morrer

E eu a ver

Que não me querias ter

 

Muito além de todas as lembranças...

Fiquei sem ti, sem te esquecer

Porque te quero ter

Para te ver

Sentir

E depois morrer 

 

Muito além de todas as lembranças...

Fica o que não presta
Cabeça louca
Tontas mentiras
Fantasias
Alma rasgada
Amores de uma amada
Fica o que resta,
Que resta nada.
© Augusto Brilhante Ribeiro

 

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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Se…?!

Se o teu olhar um dia se cruzar com o meu
Se o que me dizes te direi também
Se as palavras as guardares no coração
Se a tua alma morrer de paixão
Se o teu amor fizer amor com o meu
Se o que é teu e meu nosso será
 
Se…?!
 
Se assim for meu amor
Baixarei as guardas
Dir-te-ei o que penso
Dar-te-ei o meu pulsar
Não me calarei a falar
Dar-te-ei o que falta
Só para te dar
O amor que baste
Só para te amar 
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Que...

Que o amor que te corre
Que o sabor dos teus lábios
Que o cheiro que exalas
Que o pulsar do teu peito
 
Que o que corre é amor
Que os lábios têm sabor
Que exala o teu cheiro
Que o teu peito a pulsar
 
Que me faz pensar
Que hoje te quero
Que te quero amar 
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Ventos do amor

Que os ventos se encarreguem
Sem que dês conta a brincar
Carícias que não te posso dar
Prazeres infinitos perdidos
Beijos que não foram idos
Aguardo faminto que cheguem
Perfumes tontos sem pudor
Com aromas de dormir
Me levem ao desejo de ir
Perder-me perdidamente
Mergulhar-me no teu ventre
Nas fantasias do amor 
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Chorei

A tristeza
Sinto-a à minha frente
Na mesa
No quarto
 
Quando passaste por mim
Deixaste
No corredor a tristeza
A falta do teu amor
 
Quero os teus beijos
Enlouquecidos
Nos desejos
 
Quiseste que fosse assim
Deixaste
Eu fiquei
 
Mudaste e não te lembraste
Da tristeza
Porque foi triste e não viste

Chorei 

 

 

 

© Augusto Brilhante Ribeiro
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Ao luar

Todos os dias te espero ao luar
Perdido na noite para te encontrar
Fico na areia a ver-te no mar
Sereia de encanto que eu quero amar
 
Depois que te vejo, vou-te abraçar
Amar o amor que não te posso dar
Olhar-te nos olhos para te ver olhar
Pedir-te no tempo que o faças parar
 
Falarmos de amor sem te poder amar
Falarmos do corpo sem te abraçar
Beijar os teus lábios sem te beijar

Ficar encantado por te ver no mar

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Quem te quer?

Prende-me a palavra dita
Não consigo dizer “não”
Fico a pensar “maldita”
Que só me queres o perdão
 
Enquanto o tempo me mata
Mato o tempo na ilusão
De te ter perto de mim
De manter esta paixão
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Domingo, 6 de Abril de 2008

A lágrima...

A lágrima de dor
Ou de amor
Do mesmo sítio vem
Mas a lágrima com dono
Tem talvez abandono
De mim, de ti
Ou de alguém
 

© Augusto Brilhante Ribeiro
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Juízo de mim

Passeando sobre mim
E só por mim que sou assim
Com olhos aveludados
Verdes esfumados
Como já me disseste a mim
 
Como te posso esquecer?
Se o fizesse era morrer
Penso no quanto me amaste
No quanto me desejaste ou
Ficar, sair, viver ou odiar
Um passado triste a recordar.
 
E a tua alma enamorada
Inundada de paixão
Fez mexer este moribundo
Que vive no teu coração
 
Unimos os corpos num abraço
Cairei no teu regaço
Nas carícias, teus afagos
Lançarei flores pelo chão
 
Num gesto terno de amor,
Beijarei a tua mão:
- Oh, Mia minha ilusão. 
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Quero-te

Teu olhar me enternece
Tua boca queima paixão
Maria, teus beijos quero
Senti-los com sofreguidão
Se outros tempos houvesse
E se contigo eu pudesse
Em desespero de pranto
Dizia-te que te amo tanto
Meu amor quero-te perto
Teremos nossas ternuras
Faremos nossas loucuras
Debaixo do mesmo tecto 

© Augusto Brilhante Ribeiro

 
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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Maria

Teu sorriso me entontece
No teu sorriso me apetece
Colar meus lábios nos teus
Brincar com a tua pele
Beijar teu peito frondoso
Deitar-me no teu regaço
Sentir as tuas carícias
Juntar-me num só abraço

Ai como fico carente
Saber-te longe, indiferente
Por este amor que te tenho
Meu amor diz que me queres
Meu amor quero ser teu
Para sempre, eternamente.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Poema triste

Como é difícil viver sem te ter
Como é penar não te ter junto a mim
Ter de te deixar e só te querer
Querer ter-te quando não te posso ver
És tu que me dás alento de viver
És tu que me fazes viver a sonhar
Querer-te a meu lado adormecer
Sem antes teu corpo eu beijar
Deitar-me e ver-te a dormir
Afagar com ternura e te abraçar
Cobrir-te de beijos e sentir
Como te amo, como te quero amar
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

O veneno das tuas palavras

Pecados nossos que os guardo em mim
Já não consigo retê-los mais.
Soltar-me? Sim, apetece-me reparti-los
E pecar com outra noutros locais.
Dar descanso à penúria que não me larga.
Dar-lhe beijos de amor e suor.
Fundirmos num só, o que é de mais.
Por fim, porque já não penso em ti
Porque me dizes que não me amais?

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sexta-feira, 11 de Maio de 2007

A traição dos sentidos

Vi-te uma só vez e deixei de ver.

Beijei tuas mãos e deixei de sentir.

Disseste-me: “amo-te” e deixei de ouvir…

Gritei o teu nome e deixei de falar.

E no tempo que passa o tempo passou.

E no tempo que passa a paixão acabou.

O tempo passou no tempo que passa

e foi quando te vi, falei-te e senti.

Foi quando falei e também te ouvi,

que pensei no que perdi por te abandonar.

Guardei os sentidos que estavam perdidos.

Queria com eles voltar a amar-te, mas...

Disseste-me: “é tarde” ficamos amigos.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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Sábado, 28 de Outubro de 2006

Um sonho acordado

Deitei-me cansado
Virei-me pró lado
Puxei almofada
Ficaste acordada
Senti o teu braço
Tua mão no regaço
Puxaste ao de leve
Senti que era breve
Prendeste-me a ti
Depois que eu subi
O sono limpou
Outro sonho jogou
Pareciam mentiras
Porque tu me tiras
O pedaço a mais
Com carne tu vais
Brincando com ela
Olhando na janela
A lua se espanta
Com a semelhança
De lua tão cheia
Se acha que é feia
Senti teu sussurro
Teu bafo e um urro
Já estava molhado
E fiquei acordado
Na dança da mão
Não disseste não
Ficamos deitados
Ambos prostrados
Acordei cansado
E muito suado
De tanto lutar
Só para te amar
Logo estremeceste
Logo adormeceste
Virei-me pró lado
De corpo tombado
Esperei no alvor
De ti outro amor
Por ti outra vez
Mas com timidez
O tempo passava
Eu imaginava
Meu corpo no teu
Teu corpo no meu
Por fim terminou
Como começou
Deitei-me cansado
Virei-me pró lado
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Sábado, 21 de Outubro de 2006

A prece

Quando você se calou...
Ai quando você se calou...
Dei conta que te perdi
Meu coração se ensombrou.
 
Fui colher aquelas flores...
as que plantaste no teu canto.
Nelas deixei minhas lágrimas,
lágrimas que são o meu pranto.
 
Escrevi-te palavras ternas
nas flores que te entreguei.
Fiz questão de as beijar
e foi a ti que te beijei
 
Meu anjo, quero estar contigo,
mas não respondes à chamada.
Nunca mais soube de ti. Que maldade!
Meu amor fala comigo!
 
Meu amor quero-te amar,
já não sei viver sem ti.
Diz-me que eu vou para aí
mesmo com tanto, tanto mar.
 
À noite sem o pudor
procuro outra qualquer
para dar o meu querer,
mas penso em ti, meu amor.
 
Perdoa-me pelo mal que te fiz
Dá-me o teu perdão, te peço
Sinto que não te pertenço,
mas deixa-me ser eu o juiz:
 
Ficará ordenado em sentença
que seremos sempre unidos
amigos amantes como outrora
e que eu seja tua pertença.
 
Esta é a minha vontade:
ficarás comigo pra sempre.
Não mais duvidarei de ti
e assim será eternamente.
Minha amiga, meu amor
Dá-me os saudosos afagos...
os anjos e a tua bondade
e um sorriso a sobrepor.
Dá-me isso tudo, por favor…
 
 
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Sábado, 30 de Setembro de 2006

Uma Flor

Uma só pró meu amor
Que ela está aborrecida,
Já não é mais minha amiga,
No seu peito tem uma dor.
Tratei mal o meu amor!
Que hei-de fazer agora?
Quando sou eu quem chora,
Porque me fere esta dor.
Já não sei viver sem ela
Fazem-me falta os carinhos,
As suas palavras meigas
Anda! Quero ver-te à janela
Mostra-te! Dou-te uma flor.
Tenho meu coração aberto
Porquê não vens meu amor?
Quero dar-te uma flor.
Quero muito ter-te perto.
Quero-te muito meu amor
Encher-te de ternos beijos
Satisfazer nossos desejos
E prendar-te com uma flor.
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006

Amor Perdido

Assim tão triste te encontrei.
Assim tão bela estavas tu.
Quis o tempo que te desejasse.
Quis o tempo que me tirasse
O pensamento errado de te querer.
Sabias que te desejava tanto.
Não quiseste saber do que era meu.
Sabias quanto amor te queria dar…
Trocaste-o por outro qualquer.
Quis saber se podias ser minha.
Disseste que não podia ser.
Os tempos de desejo efémero
Vou guardá-los sempre comigo,
P´ra nunca mais te esquecer.
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2006

Outra luz

Imaginai um dia quente em pleno Inverno

Imaginai estar longe, mas aqui tão perto

De seguida calcai areia quente no deserto

Saboreai o gosto doce de frutas acres

Saboreai a verde lima acabada de nascer

E olhai em vosso redor sem nada ver

Por fim tentai olhar o Sol na escuridão

E reparai nesta simples conclusão:

Se não conseguirdes tal proeza

Por certo a vossa vida é uma tristeza

Pois só conseguis comer o que está na mesa!

© Augusto Brilhante Ribeiro
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Segunda-feira, 18 de Setembro de 2006

Serei um louco?

No limiar do Sol cadente,
Quando a Lua vai ascendente
Imagino o teu semblante
Debaixo de um véu luzente.
 
Na nesga da Lua ascendente,
Quando o Sol já não está presente
Imagino o teu semblante
Debaixo de um véu luzente.
 
Quanta imaginação diferente!
Só porque te quero presente,
Só porque estás ausente,
E te amo eternamente.
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Sexta-feira, 15 de Setembro de 2006

Juntos venceremos

Lá do alto da montanha
onde a neve perpetua
soltou-se um grão de poeira
que por incúria ou brincadeira
começou a rebolar.
Outras poeiras invejosas
bem maiores e orgulhosas
deixaram-se por lá arrastar
e na neve incorporar
outras pedras volumosas.
A confusão instalou-se.
A neve acumulou-se
e uma bola formou-se
que galopante cresceu
e da montanha desceu
até o mar encontrar.
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Quinta-feira, 14 de Setembro de 2006

Olho de boi

Quando o objecto é grande,
vejo o contorno,
que serve de adorno
à delícia do dono.
Mas se a peça é pequena,
não vale a pena p’ra ela olhar.
 
Imaginem só!:
Para agarrá-la…
é uma trabalheira;
e a peneira,
com mil cuidados…
terei de usar.
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Sábado, 9 de Setembro de 2006

A pena do porco

No encosto de canto
Do escano que é gasto,
Com lágrimas e pranto
A mulher resiste
C'os dedos em crispe
À vergasta de pele
Que o homem lhe vinca
Nas costas doridas.
 
De tanto vergar,
De tanto apanhar
No ventre profundo
Com sangue a jorrar
Pede p'ra parar
Que já lhe vai dar
O gozo lucífero
Ao porco focinheiro
Que lhe deixa o dinheiro
Até lhe saciar
A mente promíscua
Que diz que é amar.
© Augusto Brilhante Ribeiro
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Quarta-feira, 16 de Agosto de 2006

A pressa de ser

E nada acontece
O dia desaparece
Até que anoitece
E tudo entristece
O vadio enlouquece
O rico estremece
O pobre quermesse
A mulher entontece
 
Faz falta comida
Dureza sumida
Moleza erguida
Hombreza cumprida
 
Respiram com “ais”
Tombam como pardais
Por entre os palhais
Lençol não há mais
 
Cumprido o dever
Virado o ser
Há outro viver
Que ele quer ter
 
Pensa como é bom
Um dia não ser
Como hoje foi;
Resta adormecer.
 
 
© Augusto Brilhante Ribeiro
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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 22:23
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Segunda-feira, 6 de Março de 2006

Passei e vi

Estava frio

o sol encoberto.

O tempo corria apressado…

Dormia a criança

os olhos inchados

um sulco de lágrimas

pêlo eriçado.

Gente com olhos altivos

gestos desprezados.

- Sede?

- Fome?

- Só querem dinheiro…

- Trazem a criança.

- Rende melhor!

 

Trapos vestidos.

Descalços,

os pés enrugados, gretados.

Mão estendida,

com ela pedia,

com ela batia.

A criança abanava,

a criança chorava.

A gente olhava,

Ficava parada,

moeda caía.

Outra mão tirava

poucas deixava.

A criança tem fome…

Gritava mais longe,

mais perto, exclamava.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 15:48
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Domingo, 1 de Janeiro de 2006

Espelho meu

Num velho espelho manchado

Coloquei o olhar no meu semblante…

Por momentos vivi o passado e

Recordei nos traços da vida como fui,

Como era e como estou cansado.

Mesmo assim, resta o que ficou gravado,

O que a vida e os outros me ensinaram.

Não, isso não tem face, não pode ser visto,

Mas sim observado.

Do outro lado do espelho,

não estava o que todos vêem

Do outro lado do espelho,

estava o que eu queria ver.

Quis enganar a memória...

Queria ser o que afinal não fui.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 21:14
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Domingo, 25 de Dezembro de 2005

Saudade

Se saudade fosse só saudade,

eu morria de saudade

por ter saudade de ti.

Saudade não é só saudade,

do amor que já foi meu

do amor que tive por ti.

Falar de saudade dá saudade,

só de pensar na saudade

dos beijos que eu recebi.

Fica, meu bem, com saudade

da saudade do que era teu

quando só pensava em ti.

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 23:48
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005

A Tortura

A tortura de te ter tão perto

E nada haver entre nós.

A esperança efémera de te amar

E não te poder tocar.

A loucura desta paixão idolatrada

Faz-me ficar em solidão,

A olhar o nada que já me pertence,

A sentir a minha alma dilacerada

E a querer-te ainda mais em ilusão...

© Augusto Brilhante Ribeiro

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publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 21:56
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Chegou ao fim

Um bronze de verão

Foi como quiseste

Ai se eu pudesse

Epitáfio

Vi-te assim

Justificações

Sem tempo

Retrospetiva

A razão

Provocações

Em coma

Alentejo

Dia de vento

Fui enganado

Extorquido

Rosas sem cor

Néctar

Longe de ti

Bem-vinda

Fingi que te amava

Basta!

No velho sobreiro

Metáfora do meu ser

Como gosto de ti

Não te vi

Atrás da janela

Desilusão

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Pra vóvó

Abraça-me!

No regresso

O enrolão

Morreu!

Esferográfica

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