Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

Amei você

Por detrás do vidro baço

Bateste manso e aguardaste...

Uma resposta,

Que alguém te abrisse a porta.

 

Trouxeste alegria; anunciaste

Que a felicidade está...

No coração.

No jeito do amor que dão,

Sem gratidão ou cobrança.

 

Palavras sábias, tão doces

Criaram a esperança,

Expectativa, emoção

Encheram-me de ilusão.

 

Somei, tirei, multipliquei

Fiz toda a operação e

Restou a conclusão:

 

Mesmo que fosse proibido,

Que nem fizesse sentido...

Amei você; quero perdão.

© Augusto Brilhante Ribeiro

tags: ,
publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

O sonho

O sonho que teve

Com ela a seu lado

Despertou-lhe o interesse

Por lhe ter tocado

 

Brincou com umbigo

Deu-lhe um afago

Sugou-lhe o mamilo

Mordeu-lhe um bocado

 

Prendeu-lhe uma mão

Puxou p'ra seu lado

Abrindo-lhe as coxas

Beijou com cuidado

 

Rebolou por cima

Ouviu um zumbido

Rebolou por baixo

Beijou-lhe o ouvido

 

Tocou a sineta

À hora marcada

Acabou-se o sonho

Afinal era nada

© Augusto Brilhante Ribeiro

tags: ,
publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

O despertar

O relógio da natureza

Desperta a vontade de querer

Quando se desponta a flor

Que te quer ver e ter

Não basta que haja vontade

Nem que o caminho se abra

Num ápice e sem pudor

É preciso que te abras

De copo e alma sem rodeios

É preciso que te dês

Com carinho e muito amor

© Augusto Brilhante Ribeiro

tags: ,
publicado por Augusto Brilhante Ribeiro às 20:00
link do post | comentar | favorito

pesquisar

 

arquivos

Chegou ao fim

Um bronze de verão

Foi como quiseste

Ai se eu pudesse

Epitáfio

Vi-te assim

Justificações

Sem tempo

Retrospetiva

A razão

Velhice

Provocações

Em coma

Alentejo

Dia de vento

Fui enganado

Extorquido

Rosas sem cor

Néctar

Longe de ti

Bem-vinda

Fingi que te amava

Basta!

No velho sobreiro

Metáfora do meu ser

Como gosto de ti

Não te vi

Atrás da janela

Desilusão

Mente vazia

Padrões

Minha vida

Pra vóvó

Abraça-me!

No regresso

O enrolão

Morreu!

Esferográfica

Ter-te tão perto

História

Cheguei!

Almas tristes

Poema ao adolescente

Poema das bravuras

Na dúvida

A Palavra

Que sabes tu?

Minha angústia

Verdades

Saudade e memória

Música Clássica
Previsão do tempo